
Risadas vinda do meu quarto, eu ouço. Segundos eu esqueço da maçã e vou cuidadosamente ao encontro do som.
Passo meu olho por todo o quarto até que vejo a maçã bem em cima da minha cama.
Nenhuma graça. Sento na ponta da cama, perturbado. Até que a mação cai ao chão.
- Chega! Olha, eu nunca tive problema com fantasmas, mas você está passando dos limites. O que quer? Me pertubar, atrapalhar minha vida? Diz!
Tento em vão me comunicar com o ser.
Vou correndo pra sala pensar sobre tudo isso. Logo ao sofá está um pedaço de papel aparentemente arrancado de um caderno ou bloco de notas. Reparo que é a mesma folha do caderno que está ao lado do telefone, e sem antes ler vou até o caderno. Dali a folha foi arrancada, mas ao mesmo tempo está como se ninguém tivesse mexido.
- "Estou aqui". Leio em voz alta, meio receoso. Olho a minha volta e nada vejo.
- Mas que agonia, que mistério. Preciso de respostas.
Fecho meus olhos. Respiro fundo. Pronto, me sinto preparado para tentar mais um contato. E agora sei que não é nenhum fantasma. Quer dizer, na verdade não exatamente.
- Bethania!
Fico em silêncio.
- Bethania. É esse seu nome. Sei que é você. Eu sei. Me explique o porque de tudo, por favor!
Finalmente recebo alguma resposta. Uma risadinha e só. Uma risadinha.
Caio no sofá abatido por mais uma vez não saber o que fazer, nem o que falar, muito menos o que está acontecendo.
Mas precisarei me acostumar com a presença de Bethania. Pelo menos até agora não me causou nada ruim, apenas essa pertubação por não saber o que é.
